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Mercado de Arla 32 no Brasil sofre efeitos das tensões no comércio internacional

  • Foto do escritor: Peak Automotiva
    Peak Automotiva
  • 26 de jan.
  • 2 min de leitura


O mercado de Arla 32, fluido essencial para reduzir emissões de óxidos de nitrogênio em motores a diesel, tem sentido de forma direta os impactos das instabilidades e das pressões no comércio global, especialmente relacionadas à cadeia de ureia automotiva seu principal insumo.


Oscilações internacionais pressionam custos e operações


Segundo analistas do setor, as oscilações nos preços internacionais da ureia, somadas a desafios logísticos, restrições comerciais e a volatilidade cambial, ampliaram a exposição dos fabricantes brasileiros a maiores custos e riscos de abastecimento. Estratégias tradicionais de compra, baseadas apenas em histórico ou intuição, já não respondem à velocidade das mudanças no mercado global.


Rafael Meier, diretor de Operações da AIN Global, ressalta que o ambiente atual exige decisões mais técnicas e estruturadas, com uso intensivo de dados e inteligência de mercado para planejar compras e antecipar riscos.


Inteligência de mercado torna-se diferencial competitivo


Diante desse cenário, o uso de ferramentas como big data e análise preditiva tem se tornado cada vez mais importante para fabricantes e importadores. Informações sobre níveis globais de oferta, interrupções em plantas industriais e comportamento de fretes marítimos ajudam a reduzir incertezas e aumentar a assertividade nas decisões estratégicas.


“Não se trata de prever o futuro com exatidão, mas de reduzir incertezas”, afirma Meier.


Importação e integração de processos viram estratégia


Especialistas destacam que importar Arla 32 deixou de ser apenas uma operação logística, é agora uma função estratégica que integra planejamento financeiro, proteção cambial, controle de qualidade e logística. Tratá-se de minimizar riscos operacionais em um cenário de altos custos e pressão sobre margens.


Pedro Lehmann, diretor da AIN Global, afirma que empresas que adotam essa abordagem integrada conseguem maior previsibilidade de custos e mais capacidade de planejamento de médio e longo prazo.


Demanda em expansão e competição mais acirrada


No Brasil, a demanda por Arla 32 deve crescer à medida que a frota equipada com tecnologia SCR (Redução Catalítica Seletiva) aumenta uma tendência impulsionada por normas ambientais mais rígidas. Esse crescimento amplia não só as oportunidades de mercado, mas também a competitividade entre produtores e importadores.


“O mercado vai crescer, mas também ficará mais disputado. Quem se estruturar agora, com dados e visão estratégica, terá vantagem”, conclui Lehmann.

 
 
 

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